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04 julho 2011

Animando para VÍDEO e animando para SWF

Além do throughput limitado, outra preocupação na produção de animação em SWF é o tamanho do arquivo final e o seu tempo de download. Por que isso é mais preocupante em SWF do que em Vídeo? Em vídeo on-line, mais precisamente em streaming, o conteúdo é reproduzido à medida que os dados são recebidos (underflow à parte). Já em SWF, todo o arquivo deve ser recebido para, só então, ser passível de execução. Do ponto de vista do usuário é um saco esperar um tempão pra carregar um arquivo sem ter uma idéia precisa do seu conteúdo. Por isso devemos limitar essa espera, reduzindo ao máximo o tamanho do arquivo.
Na fase de pré-produção, dediquei um tempo a alguns testes de frame rate (quantidade de quadros por segundo de animação) em busca de uma taxa que pudesse equilibrar a mínima fluência de movimentos com o menor tamanho de arquivo.

Minha primeira tentativa foi com 18 fps (frames por segundo), semelhante à produção de animação clássica para televisão.

* obs.: os vídeos postados aqui não correspondem exatamente ao frame rate descrito. Isso porque ao serem processados pelo youtube, são convertidos automaticamente para o formato nativo deles e sua taxa de quadro padrão (algo entre 29 e 30 fps, segundo uma rápida pesquisa). Mas isso não compromete a idéia que quero demonstrar.

Fiquei satisfeito com a fluência, mas o tamanho do arquivo final, em SWF, era inviável.

Baixei a taxa para 16 fps.

A fluência ficou razoável, mas o tamanho do arquivo continuava acima do aceitável.

Indo um pouco além, cheguei à 12 fps

Consegui o tamanho do arquivo ideal para a produção, mas a fluência da animação estava totalmente comprometida.

Nesse ponto cheguei a uma questão central daquele projeto: Como conseguir o mínimo de fluência na animação em 12 fps?

Bem... depois de alguns meses e muitos (realmente muitos) testes, cheguei à algumas soluções. Nada muito original. Na verdade, tudo isso já é conhecido por qualquer animador desde os anos 1930. O truque está mais em como usar a técnica do que em qual técnica usar.

Por exemplo, comparando essa próxima sequência de animação com a anterior, não é difícil notar que aqui o movimento parece mais fluído que o anterior. Ambos foram animados em 12 fps, mas essa fluidez aparente se deve ao uso das linhas de velocidade. Aquelas linhas que descrevem a trajetória do corpo após o movimento... aquelas linha cinza, sabe?!


Outro velho truque é a Animação Secundária, ou Sobreposição de Ações, ou qualquer nome do tipo... na verdade, esse é um dos doze Princípios Fundamentais da Animação, que ainda vou falar deles aqui. Mas no caso de animação em baixa frame rate, a Animação Secundária tem um poder incrível de aparentar mais quadros do que realmente o disponível. Compare os dois vídeos abaixo. Ambos em 12 fps. A única diferença é a presença da ‘saia’ no segundo vídeo.





Enquanto produzo os novos episódios, estou preparando alguns materiais sobre animação. Acredito que essas técnicas/truques ficaram mais claras com o passar dos posts.

Deixem seus comentários.
Até!

3 comentários:

Anônimo disse...

Muito bom seu trabalho!Parabéns.

Wedersom Arantes disse...

Valeu mesmo!!

Anônimo disse...

òtimas pesquisas, ajuda bastante